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Para enfrentar a crise, cooperativismo busca estratégias no Amazonas

Novo logotipo CooperativismoAlguns segmentos sentiram o reflexo da crise e para estimular é importante a presença das cooperativas e do empreendedorismo.

MANAUS – O cooperativismo sempre se apresenta como alternativa em momento de crise, buscando atender todas as categorias. No Amazonas já são 120 cooperativas, presentes em 39 municípios e representando 40 mil pessoas, segundo o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Amazonas (OCB-AM). Em 2015, os segmentos de agropecuária e crédito foram os que mais cresceram na região.

O presidente do sistema OCB-AM, Petrucio Magalhães Júnior, salienta que apesar do atual cenário econômico do País, o mercado para as cooperativas é visto como oportuno. “Toda crise é uma oportunidade e as cooperativas estão atentas a isso. Elas tiveram que avaliar o cenário e implantar política de prudência nos seus negócios, sem perder a confiança e acreditando que é possível essa superação através da união dos dirigentes e associados”, afirma.

Com 39 cooperativas agropecuárias no Estado, o segmento vem crescendo no mercado regional. A produção é predominante de agricultura familiar e extrativismo. “Essa produção se manteve em uma trajetória de crescimento devido aos programas governamentais e consumo do mercado local”, avalia o presidente. De acordo com ele, a produção da região, ainda não consegue atender a demanda de consumo dos mais de dois milhões de habitantes e acaba importando produtos de outros Estados. “Mas isso deve ser visto como um estímulo para produção, pois você percebe que tem mercado e essas cooperativas encontram aqui o consumo aquecido”, destaca Magalhães.

Com os mesmos serviços dos bancos e a possibilidade de dividir ganhos no final do ano, outro segmento que continua em expansão são as cooperativas de crédito, segundo o presidente. Ele explica que em momento de crise, a tendência dos bancos convencionais é de recessão, aumento de juros e concessão de crédito. “As cooperativas financeiras mantiveram uma concessão de crédito com juros abaixo do mercado e índices de baixa inadimplência por ter o conhecimento da sua clientela. Então, embora o mercado retraísse, as cooperativas atenderam os investimentos de crédito”, destaca. Para 2016, a expectativa de crescimento para o segmento é acima de 20% em relação ao ano passado.

Na Região Norte, a adesão ainda é considerada pequena, menos de 1% das cooperativas financeiras estão no Amazonas. Diferente de outras regiões como a Sudeste que possui aproximadamente 40% das unidades de cooperativismo do Brasil. Apesar dos números, a diretora Operacional do Sicoob Manaus, Maria Elizabeth Castro diz que expectativa para 2016 é de aumento no cenário regional. “Nós estamos atuando há 13 anos no mercado e desde 2014 ganhamos espaço atendendo pessoas físicas e jurídicas. Hoje somos mais de mil cooperados e a tendência e que este número cresça. A nossa meta conforme o Banco Central é fechar o ano com 1500 a 1600 novos cooperados e esperamos que a marca fique cada vez mais conhecida”, disse. Ela destaca que um dos objetivos é inserir a cultura de cooperativismo no Amazonas.

Diferenciais

A diretora explica a diferença entre a cooperativa de crédito e as instituições financeiras tradicionais. “A cooperativa trabalha o coletivo com o objetivo de atender as necessidades e movimentar seus recursos a um custo financeiro menor do que o praticado no mercado. Aqui os clientes são sócios e no final do exercício, na proporção da movimentação financeira é distribuído os resultados”, esclareceu.

Conforme Elizabeth no cooperativismo, os lucros ficam na própria região gerando emprego e movimentando a economia. “Ao contrário dos bancos, que o resultado vai apenas para os acionistas e matriz, na cooperativa fica na comunidade onde está inserida, ajudando na geração de emprego e no crescimento econômico. A ideia é crescer e gerar mais recursos para o próprio estado”. No Amazonas são nove cooperativas de créditos.

Polo Industrial de Manaus

No quadro geral, todas as áreas do cooperativismo como consumo, habitação, crédito, mineração, produção, saúde, trabalho, transporte, turismo e lazer, dentre outras sofreram com a desaceleração da economia do País. Conforme Magalhães, a diferença é que alguns demoraram a sentir o reflexo. Ele aponta, ainda, a crise no Polo Industrial de Manaus (PIM) como fator direto para queda em alguns segmentos. “Com o desemprego na indústria, muitos trabalhadores deixaram os planos de saúde. Outro exemplo, são os catadores das cooperativas de resíduos sólidos, que tiveram dificuldade em coletar matéria-prima no Distrito para reciclar”, disse. “Mas outros prestadores ligados ao setor também foram afetados como: transporte, trabalho e produção”, completou.

De acordo com o presidente do sistema OCB-AM, já existem estratégias articuladas pelas cooperativas para enfrentar o mercado econômico. “Hoje tem uma política de austeridade de ajuste implementar visando os ajustes da administração para superar a atual economia. Outro ponto são os planejamentos estratégicos para ter emendas e projetos para transformar essas oportunidades em negócios”, disse, ao destacar que o setor já passou por outras crises. “Nossa confiança é positiva e de superação nesse momento com as devidas cautelas nos gastos e investimentos em todos os segmentos. Existe preocupação, mas também existe confiança e acreditamos que após a decisão política-econômica do país, o efeito de retorno será imediato”, argumentou Magalhães.

Investimento

Embora toda a instabilidade econômica, o sistema OCB-AM manteve os investimentos na formação profissional, monitoramento e desenvolvimento de cooperativas e promoção social. “Mais de 2 milhões foram investidos no desenvolvimento das cooperativas pelo sistema e certamente será mantido o investimento, acreditando na superação desse momento econômico”, destacou o presidente. Em 2015, o sistema OCB-AM atendeu mais de 15 mil pessoas com ações diretas para profissionalização de gestores.

Empreendedorismo

Atualmente, a piscicultura importa todo potencial do Estado de Rondônia. Segundo Magalhães, para estimular a produção é importante a presença das cooperativas, do empreendedorismo e da organização social dos produtores para obtenção de investimento nessas áreas. Ele ressalta que a superação do cenário é operacional de produção e da organização social. “Feito através de cooperativas que são instrumentos econômicos”, explica.

Fonte: http://portalamazonia.com

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