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O cooperativismo resiste à crise, por Luís Augusto Schüler

Diretor de Operações da Unicred Central SC_PR - Luís Augusto SchullerÉ em meio às tempestades que a solidez das construções é colocada à prova. Tem sido assim ao longo do último ano no Brasil. Instituições e empresas buscam alternativas para manterem-se vivas em um momento de recessão. Neste cenário desafiador, a força dos alicerces que sustentam o cooperativismo mostra que é capaz de suportar as intempéries com maestria, galgando o crescimento mesmo diante de circunstâncias controversas.

Atualmente há no Brasil mais de mil cooperativas de crédito, elas são responsáveis por atender quase nove milhões de cooperados e, o mais significativo, em 564 municípios em todo o país elas são a única instituição financeira à disposição da população. Em Santa Catarina o cooperativismo está presente em 98% das cidades, sendo que o Estado é o líder nesse modelo financeiro proporcionalmente à população.

Durante 2016, as cooperativas tiveram aumento de empréstimos aos cooperados. No terceiro trimestre, por exemplo, houve crescimento de 8,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já com os bancos tradicionais a realidade foi outra, um recuo de 3,4%.

Diante desses fatos é necessário refletir sobre as razões que levam o cooperativismo financeiro e bancos tradicionais a experimentar conjunturas tão díspares. Podemos considerar o fato do padrão cooperativista não visar o enriquecimento infrene, pois se preocupa, antes de tudo, com o desenvolvimento, igualdade social e equidade. Exemplo disso são os juros menores, o atendimento pessoalizado e a participação na distribuição das sobras no final de cada ano. É fundamental a compreensão de que as cooperativas são formadas por pessoas que têm efetivo poder de participação na gestão, já que são os donos do empreendimento e não somente clientes.

Esta relação cria um forte vínculo que, em países desenvolvidos, permite que a participação do sistema cooperativista seja muito representativa, passando de 30% do mercado financeiro em diversos países. Por fim, não existem riscos em afirmar que há um enorme potencial de crescimento no cooperativismo de crédito, para isso basta analisar o modo como a crise do último ano foi atravessada sem incidentes.

Luís Augusto Schüler é Diretor de Operações da Unicred SC/PR

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