A legalidade da Fila nas Cooperativas de Crédito (atender ou não os não associados?), por Ricardo Coelho

5 Comentários

  1. Realmente existem várias opiniões sobre o mesmo assunto. As filas normalmente são lembradas nos momentos de estress ou motivo de reclamação dos próprios associados, quando naqueles dias pontuais de maior movimento, se sentem de certa forma preteridos no atendimento, pois disputam atendimento com pessoas não associadas, que vêm para as unidades de atendimento onde são bem atendidas, oferecendo um ambiente agradável, com café, água gelada e cadeira para sentar.
    Outro aspecto é o fato de contratarmos atendentes e até mesmo estagiáios, para receber nossos associados na porta e direcioná-los para o auto atendimento, enquanto os não associados são atendidos diretamente no caixa. O que é melhor para o associado?
    Por outro lado, também concordo que esta “oportunidade” de contato com não associados, é uma ´forma de mostrarmos nosso jeito de ser e conquistarmos novos associados.
    Acho complicado adotarmos um padrão, tudo precida ser visto com uma ótica de custo e oportunidade, que precisa ser adequada a cada local ou momento que a unidade está vivendo.
    O Importante é que não podemos nos descuidar dos nossos associados.

  2. Bem, realmente é um assunto que não se esgota por aqui, pois, se de um lado temos associados que querem agilidade no atendimento da fila, ou prioridade no atendimento, de outro lado temos o próprio interesse de crescer, que no meu ver deveria ser de todos associados e não somente dos dirigentes. Muitos dos associados de hoje,foram apenas usuários por algum tempo.

    A fila formada por estes usuários, pode ser uma porta de entrada muito signiicativa de associados. Então simplesmente não atender mais os não associaodos pode incorrer nesta “perca de público algo”. Mas uma fila especial para associados e outra para não associados poderia ser muito benéfica para duas questões em especial:
    – a vantagem, benefício em ser associado e ter uma fila especial, faz o associado se sentir mais valorizado;
    – já os não associados poderiam ter seu interesse, o de se tornar um associado, despertado, vindo a ser um bom argumento para novas associações.

    Não conheço muito sobre o que realmente é permitido ou não na questão das filas, mas acredito ser uma boa idéia ter filas distintas para associados e para não associados.

    Espero ter contribuido, o tema é bem instigante, e esta longe mesmo de ser esgotado.

    Cherly Alves Pereira
    Assistente de negócios Sicredi Região da Produção.
    Chapecó – SC

  3. Author

    Ricardo, com certeza este é um tema interessante para reflexão. Sendo uma cooperativa uma associação de pessoas, que tem por objetivo satisfazer as necessidades de seus associados, deveriam as mesmas atender pessoas que são apenas usuárias dos serviços e que não contribuiram em nada para a constituição e para a manutenção da mesma? Como agravante, quando um associado vem até sua cooperativa, esperando um atendimento diferenciado, ele tem de “disputar” a fila com usuários.

    Uma cooperativa pode ser comparada com um clube que tem piscina. Os sócios pagam uma contribuição anual para poderem usufruir da piscina (e de outros benefícios). Quando chega a temporada de verão, quem tem o direito de utilizar a piscina? Os sócios que ajudaram a pagar a conta o ano inteiro, ou aqueles que querem usufruir apenas dos benefícios quando melhor lhes convêm?

    Agregando-se ainda o fato da existência de cooperativas de livre admissão de associados, onde qualquer pessoa pode tornar-se associada, passando a ter os mesmos direitos e deveres que os demais associados, qual o motivo para a cooperativa atender a quem quer ter apenas direitos.

    Está aberta a discussão.

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