Instituição financeira aposta na abertura de pontos de atendimento pessoal aos associados
O Sicredi, primeira instituição financeira cooperativa do País, deve inaugurar 50 agências no Estado em 2025, segundo o presidente do Conselho de Administração da Central Sul/Sudeste, Márcio Port. “O foco serão as regiões Sul, Norte, Leste e Central. Hoje estamos presentes em 27% dos municípios de Minas Gerais”, destaca o executivo, que esteve na última quarta-feira (26) em Belo Horizonte.
Desse total, quatro agências devem ser inauguradas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), sendo duas na capital mineira. Atualmente, a região tem 24 unidades e 33 mil associados.
No ano passado, dos 208 novos pontos de atendimento inaugurados no Brasil, 65 foram em Minas, o que representa 31% do total, o que fez com que o Estado ocupasse a quarta posição em número de municípios atendidos pela instituição financeira. Rio Grande do Sul, berço do Sicredi, lidera, seguido pelo Paraná e São Paulo.
Port ressalta que, enquanto os bancos fecham agências físicas, o Sicredi continua abrindo pontos de atendimento, buscando oferecer um serviço mais próximo e humanizado. E é justamente as novas unidades, segundo o executivo, que “alimentam” o crescimento da instituição financeira cooperativa.
Em 200 municípios brasileiros, o Sicredi é a única instituição financeira presente. Em Minas, são dez, uma delas é Argirita, na Zona da Mata, que possui 2.688 habitantes, segundo o Censo de 2022. Em dezembro de 2024, a instituição financeira cooperativa contabilizou 241 agências no Estado e 2,9 mil no País.
São cerca de 8,7 milhões de associados no Brasil, sendo 400 mil em Minas Gerais. O número vem apresentando incremento tanto na análise nacional como na estadual. “A quantidade de associados vem crescendo nos últimos dois anos na casa de 1 milhão por ano”, observa. No Estado, cuja atuação começou em 2018, com a primeira agência em Lavras, no Sul de Minas, o total passou de 250 mil em 2023 para 400 mil em 2024.
Atuação no Estado
Em 2024, o Sistema Sicredi registrou resultado líquido de R$ 6,7 bilhões, desempenho considerado estável na comparação com o exercício anterior (R$ 6,9 bilhões), segundo o executivo. Ele observa que alguns fatores interferiram no resultado do ano passado, como alta da inadimplência, estiagem no Centro-Oeste do País, além do impacto das chuvas no Sul.
Apesar do crescimento em diversas variáveis, o presidente do Conselho de Administração da Central Sul/Sudeste do Sicredi diz que o desconhecimento da atuação de uma instituição financeira cooperativa é o grande desafio do segmento. “Temos os mesmos produtos e serviços de um banco”, frisa. O Sicredi tem cerca de 48 mil colaboradores espalhados pelo País, sendo 1,9 mil em Minas Gerais.