Cooperativismo de Crédito na Alemanha » DGRV – Alemanha

A DGRV – Deutscher Genossenschafts- und Raiffeisenverband e.V. é a entidade de cúpula do cooperativismo alemão, com sede em Berlim. Atua como órgão nacional de representação política e institucional das cooperativas perante os poderes públicos, incluindo o legislativo, executivo e órgãos reguladores.

Seu papel central é defender os interesses do setor cooperativo, promover condições favoráveis à atuação das cooperativas e fortalecer o modelo cooperativo como instrumento de desenvolvimento econômico e social.

Além da representação, a DGRV exerce funções de auditoria e supervisão para cooperativas de alcance nacional, sendo reconhecida como a principal confederação de auditoria do setor cooperativo na Alemanha. Importante destacar que a DGRV não realiza atividades de intermediação financeira, função que é reservada aos bancos cooperativos centrais.

Como organização guarda-chuva, a DGRV coordena e integra diversas federações setoriais e regionais, que representam cooperativas dos ramos de crédito, agricultura, consumo, serviços e energia. Sua estrutura é baseada em princípios cooperativos, com foco na autonomia, democracia e solidariedade.

Atuação Internacional da DGRV

A DGRV também possui forte presença internacional, com escritórios em diversos países da América Latina, África e Ásia. Por meio de seu Departamento de Relações Internacionais, promove o desenvolvimento de estruturas cooperativas locais, oferecendo consultoria técnica, capacitação, auditoria e articulação institucional.

Esses projetos visam fortalecer cooperativas e suas federações, com foco em sustentabilidade econômica, social e ambiental, além de contribuir para o combate à pobreza e à inclusão produtiva. A DGRV participa de redes globais e fóruns internacionais, promovendo o cooperativismo como modelo de desenvolvimento.

Princípios e Abordagem

A atuação da DGRV é guiada por uma abordagem de desenvolvimento setorial, buscando consolidar estruturas cooperativas intermediárias e de apoio, como federações, institutos de formação, sistemas de auditoria e redes de representação. Seu trabalho é adaptado às realidades locais, respeitando as culturas e os contextos sociais dos países parceiros.

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