6 perguntas e respostas sobre reserva de emergência

Especialista do Sistema Ailos ensina como montar e administrar a sua carteira de Investimentos da melhor forma.

Em meio à pandemia e às incertezas econômicas, a reserva de emergência se tornou uma prioridade para quem não quer passar por dificuldades com as contas no futuro. Como o próprio nome já diz, a reserva de emergência é um valor de segurança para casos de imprevistos como perda de renda ou para cobrir gastos que não eram esperados.

Apesar de já ter ouvido falar na reserva, a maioria das pessoas ainda tem muitas dúvidas sobre ela: afinal, como começar? E qual é o valor ideal para guardar? Pensando nisso, a especialista da área de Investimentos do Sistema Ailos, Josiane Francisco, respondeu algumas das perguntas mais comuns sobre a reserva de emergência. Confira:

1. Qual é o valor ideal para se ter em uma reserva de emergência?

O ideal para compor uma reserva de emergência corresponde ao valor de três a seis meses do seu custo fixo mensal. Porém, esse valor pode variar devido a alguns fatores: estágio de vida, perfil, conhecimento financeiro, ramo de atuação profissional, entre outros.

Por exemplo: um funcionário público, que tem estabilidade garantida no emprego, poderá optar por uma reserva de emergência menor do que um profissional autônomo. O valor pode variar, mas o fato é que todo mundo precisa de uma. Na dúvida, faça o cálculo sugerido acima e comece a se planejar.

2. Para chegar ao montante ideal, quanto devo guardar por mês?

O primeiro passo é identificar em seu orçamento mensal onde é possível economizar para iniciar esse processo. A partir daí, avalie quanto pode guardar por mês e se comprometa com esse valor.
A reserva de emergência deve ser encarada como uma “parcela” dentro do seu fluxo de caixa. Isso ajuda a não contar com esse valor para as despesas cotidianas. Portanto, ainda mais importante do que o valor guardado é a consistência do hábito de poupar.

3. Qual é a importância de construir uma reserva de emergência?
Você já ouviu a expressão “colchão de segurança”? A reserva é exatamente isso: a garantia de que você vai ter onde “cair” em momentos de instabilidade financeira ou quando houver algum tipo de imprevisto relacionado a dinheiro.

Ela existe para que você tenha segurança e tranquilidade para quitar seus débitos caso perca o emprego, tenha uma doença inesperada na família, sofra um acidente ou esteja passando por um momento atípico, como a pandemia que estamos vivendo.

4. Desejo guardar dinheiro para um investimento futuro (casa própria, carro, viagem). Preciso ter uma reserva de emergência antes de começar?

Sim, é muito importante ter uma reserva de emergência mesmo quando já temos os nossos objetivos de investimentos definidos. Isso porque a reserva irá garantir que, em uma situação inesperada, você tenha recursos disponíveis para manter o seu planejamento futuro.

5. Em que casos posso ou não usar minha reserva de emergência?

A reserva de emergência só deve ser usada em situações que não estavam previstas. Por exemplo: você tem um orçamento mensal de R$ 2.500,00, mas quebrou o pé (imprevisto) e seu plano de saúde não cobre as despesas da fisioterapia. Este é o momento de recorrer à sua reserva. O indicado é que a ela não seja utilizada para cobrir gastos não-essenciais, como compras supérfluas, férias e viagens.

6. Existe algum tipo de investimento ideal para quem quer construir uma reserva de emergência?

As principais características de uma modalidade de investimento para reserva de emergência devem ser: liquidez, segurança e baixa volatilidade. Ou seja, você deve ter o recurso disponível para resgate no momento em que precisar dele e em uma modalidade que não tenha risco com perda de rentabilidade e/ou capital.
Por isso, investimentos atrelados à taxa de juros e com boa liquidez são os mais indicados. Alguns bons exemplos são os CDBs e RDCs de instituições financeiras e o próprio Tesouro Direto do Governo.

Sobre o Ailos
Constituído em 2002, Ailos é um Sistema de Cooperativas de Crédito e conta com mais de 1 milhão de cooperados, 1 Cooperativa Central, 13 cooperativas singulares, mais de 200 postos de atendimento e R$ 11 bilhões em ativos. Com atuação nos três estados do Sul do país, possui cerca de 4 mil colaboradores contribuindo e promovendo o crescimento sustentável e desenvolvimento social das comunidades onde atua. As cooperativas singulares que compõem o Ailos são: Acentra, Acredicoop, Civia, Credcrea, Credelesc, Credicomin, Credifoz, Crevisc, Evolua, Transpocred, Únilos, Viacredi e Viacredi Alto Vale.

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