Investimentos: a melhor aplicação ainda é o conhecimento, por Marcelo Hoffmeister

O brasileiro nunca teve tantas possibilidades para investir quanto agora. A digitalização dos serviços financeiros, impulsionada por iniciativas como o Pix, pela expansão das fintechs e pelo avanço das plataformas digitais, democratizou o acesso a produtos que antes estavam restritos a uma parcela menor da população. Hoje, em poucos cliques, é possível aplicar recursos, acompanhar investimentos em tempo real e acessar informações sobre o mercado financeiro.

Paradoxalmente, essa facilidade trouxe um novo desafio: escolher. Redes sociais, influenciadores financeiros, aplicativos e plataformas especializadas disputam a atenção do investidor com promessas de rentabilidade e oportunidades. Nesse cenário, o risco não está apenas em fazer uma escolha equivocada, mas em tomar decisões sem considerar objetivos, prazo e tolerância ao risco.

Antes de decidir onde aplicar o dinheiro, é preciso compreender que não existe uma única resposta certa para todos os perfis. A melhor alternativa depende, antes de tudo, de três perguntas fundamentais: qual é o objetivo do investimento; em quanto tempo esse recurso será necessário; e quanto risco o investidor está disposto a aceitar.

Recursos destinados à reserva de emergência, por exemplo, exigem liquidez e segurança, enquanto objetivos de médio e longo prazo podem permitir estratégias mais diversificadas. É preciso ir além da busca pelo produto com maior rentabilidade aparente e avaliar se a aplicação está alinhada ao momento de vida e às necessidades de cada pessoa.

Nesse contexto, a educação financeira assume papel cada vez mais relevante. Quanto maior o acesso às ferramentas financeiras, maior deve ser a capacidade de compreender suas características, oportunidades e riscos. Informação sem conhecimento pode gerar decisões precipitadas; conhecimento transforma informação em escolhas conscientes.

O cooperativismo financeiro tem contribuído para esse processo ao promover orientação, planejamento e acompanhamento próximo dos investidores. Na Unicred, esse compromisso também se reflete a partir da ZIIN, Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) que oferece um portfólio diversificado e suporte especializado para auxiliar os cooperados em sua jornada de investimentos.

Identificar a melhor maneira de investir e capitalizar seus recursos é um desafio para todos. O cooperativismo se coloca ao lado da sociedade como instrumento para auxiliar na busca do bem-estar econômico e da prosperidade. Afinal, investir é menos sobre seguir tendências e mais sobre construir caminhos consistentes para o futuro.


Marcelo Hoffmeister é Diretor Regional de Negócios da Unicred do Brasil

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *